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Empresa de biotecnologia propõe parceria com UVA

22 de julho de 2015

Objetivo é dar andamento ao projeto Aedes aegypt do Bem, que produz mosquitos geneticamente modificados para combater doenças como dengue e chikungunya

A Oxitec, empresa pioneira no controle de insetos transmissores de doenças, convidou a Universidade Veiga de Almeida para ser parceira no projeto Aedes aegypt do Bem, uma forma ecologicamente segura de combater as doenças transmitidas por esse mosquito, como dengue e chikungunya.

Como já possui o aval da CNTBio, instância do Ministério da Ciência e Tecnologia que presta apoio consultivo a assuntos relacionados à Política Nacional de Biossegurança, a proposta da empresa é, através do Mestrado de Ciência do Meio Ambiente da Universidade, investir mais na operação de campo. No caso, aprimorar a tecnologia adequada para a liberação dos insetos, a logística de transporte e monitoramento da eficácia do controle.

“Do ponto de vista ambiental, o projeto é seguro e eficiente. Além disso, controlar o crescimento do mosquito como forma de combater a dengue é uma recomendação da Organização Mundial de Saúde”, explica Cláudio Fernandes, gerente de negócios da Oxitec. Esse método, ao contrário dos que utilizam inseticidas e fumacês, não agride o meio ambiente e nem coloca em risco a vida dos seres humanos.

A parceria envolverá tanto os pesquisadores da UVA quanto os alunos. O trabalho a ser desenvolvido no Rio de Janeiro deve contar também com a colaboração da HCS7, uma empresa de consultoria agronômica.

Como funciona

A Oxitec cria linhagens de mosquitos machos geneticamente modificados e os libera nas áreas a se combater a doença, para que cruzem com as fêmeas da região. Os descendentes morrem antes de virarem adultos. Com isso, ocorre uma diminuição populacional das próximas gerações do Aedes.

Eficácia

O método já foi utilizado em outros países, como Panamá, e em cidades do Nordeste e do interior de São Paulo, comprovando-se sua eficácia na prática. Por exemplo, no bairro de Mandacaru, em Juazeiro (BA), durante um ano foi liberado o Aedes aegypt do Bem. No final desse período, houve uma supressão de 99% da população selvagem do Aedes aegypt, ou seja, dos mosquitos capazes de transmitir a dengue.

Oxitec

Localizada em Campinas, a empresa é uma subsidiária da Oxitec de Oxford, Inglaterra. Ela é pioneira no controle de insetos transmissores de doenças e causadores de danos nas culturas agrícolas, desenvolvendo tecnologias inovadoras que podem transformar insetos pragas em ferramentas ambientalmente seguras para o controle de seus primos nocivos.

Foto (Divulgação): Da esq. para a dir. Haroldo Gomes (HCS7), Cláudio Fernandes (Oxitec), Beatriz Balena (UVA) e Cleber Espindola (UVA).

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