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O perigo das fake news

21 de março de 2018

Veja como identificar as notícias falsas que se espalham nas redes sociais

Nos últimos dias notícias falsas sobre a vida da vereadora Marielle Franco, assassinada no dia 14 de março no Rio de Janeiro, viralizaram nas redes sociais. Com isso, abriu-se uma questão de debate importante: como identificar as chamadas fake news. O artifício, nada mais é, que o aproveitamento de um determinado momento para fomentar boatos e informações falsas. Em ano de eleições no Brasil, é preciso estar atento às notícias que circulam na internet para que casos como ocorridos nas votações americanas, marcadas pelo uso deste mecanismo, não se repitam no Brasil.

Daniela Oliveira, professora do curso de Comunicação Social - Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida (UVA), explica o motivo da propagação rápida das fake news pelas redes sociais. “Com o avanço tecnológico houve um aumento na velocidade com que essas notícias são produzidas e disseminadas. Hoje, não importa muito para o leitor a marca de um veículo jornalístico. Como, muitas vezes, recebemos informações de pessoas próximas, vale mais quem compartilhou e o tema, e a importância do assunto para a gente, do que a marca do veículo que a produziu”, destaca.

Para a professora, alguns detalhes devem ser apurados pelo leitor para não acreditar numa notícia falsa. “É importante desconfiar sempre de uma notícia aparentemente alarmante. Especialmente se ela vir de um veículo que você nunca ouviu falar. Atenção também à data da notícia: ela até pode ser verdadeira, mas antiga. Uma notícia fora de contexto também pode ser prejudicial ao leitor e para a sociedade como um todo”. Ela ainda dá outras dicas: estar sempre de olho na fonte criadora daquela notícia e se perguntar: “É uma fonte idônea? ”, “Qual o endereço dela?”, ressalta.

Endereços da web também podem indicar fake news. “Alguns são estranhos e é possível desconfiar. Outros copiam endereços de veículos famosos, como por exemplo bbc.co no lugar de bbc.com. Uma dica importante é só compartilhar aquilo que se leu. Uma pesquisa nos EUA mostra que quase 60% dos entrevistados compartilham notícias sem ler seu conteúdo por inteiro”, lembra Daniela. Segundo a professora, a viralização de notícias falsas dissemina o medo nas pessoas e empobrece o debate na sociedade.


Texto produzido por Gabriel Brum, estagiário da Comunicação Institucional