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O corpo humano e o horário de verão

27 de outubro de 2017

Adiantar o relógio em uma hora pode significar um maior desgaste no dia a dia para algumas pessoas

Junto com o horário de verão, que começou no dia 15 de outubro, vem a necessidade de uma reordenação no tempo de sono para evitar que o descanso primordial e pertinente às necessidades do corpo humano seja prejudicado e, por consequência, torne os dias mais exaustivos.

A professora de Fisiologia Geral da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Danielle Branco, esclarece que há uma forte conexão entre sono, aprendizado e memória, e que, devido a isso, quanto mais rápido um indivíduo se acostumar ao horário de verão, melhor para o corpo. Ela explica que essa adaptação passa por uma regulação no funcionamento do organismo. “A emissão de luz solar por períodos alternados do dia foi fundamental para a adaptação da vida no planeta Terra. Os seres vivos expressam os chamados ritmos endógenos circadianos, que estão ligados ao nosso relógio biológico e são responsáveis pelo funcionamento do nosso organismo durante o ciclo claro e escuro”, destaca.

Danielle enfatiza ainda que os chamados ritmos circadianos são regulados por um núcleo específico, denominado de núcleo supraquiasmático, uma espécie de marca-passo que exprime as alterações de comportamento, ciclo de vigília e sono, pressão arterial, frequência respiratória e cardíaca, concentração de cortisol (hormônio do estresse), dentre muitas outras reações emitidas pelo corpo de um ser humano.

“Com o adiantamento do relógio em uma hora será necessário um ajuste na sincronização dos ritmos circadianos para a adaptação ao novo horário. Alguns indivíduos conseguem se adaptar de forma mais rápida, e sem muitos esforços. Mas, de modo geral, tentar dormir mais cedo pode contribuir para uma melhor adaptação. Ao passar do tempo, o organismo tende a ir se adaptando sozinho, até chegar a um equilíbrio”, ressalta a professora.


*Texto produzido por Leonardo Marques, do Laboratório de Comunicação Corporativa