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Marcha do preconceito

25 de agosto de 2017

Professor da UVA fala sobre o que representa a passeata dos ultraconservadores brancos na principal democracia do mundo

As marchas de supremacistas brancos, na cidade de Charllotesville (EUA), abalou o mundo inteiro e levantou inúmeros questionamentos em relação a como pode haver tanto ódio entre as pessoas pelo simples fato de terem uma cor de pele distinta ou seguirem uma religião diferente. Outro fator importante foi perceber a presença de três bandeiras de forma predominante: a nazista, a da Confederação Americana e a própria bandeira dos EUA. Analisar o que representam essas bandeiras é necessário para que se possa entender a questão.

A bandeira nazista representa o período histórico em que Adolf Hitler foi responsável por reerguer a Alemanha após a derrota na 1ª Guerra Mundial e para isso tinha como prática a perseguição e execução de todos aqueles que não eram da raça ariana. A segunda bandeira, e talvez a mais polêmica, é a da Confederação Americana. Ela foi utilizada pelos estados sulistas durante a Guerra de Secessão (1861-1865), que opôs os estados do Sul e do Norte, e teve como desfecho o fim da escravidão, que era amplamente defendida pelo Sul, derrotado na guerra.

O patriotismo é muito forte nos Estados Unidos, logo não poderia faltar a sua bandeira nacional em um protesto político. A grande questão é que a mensagem passada durante o protesto era que aquelas pessoas queriam seu ‘’país de volta’’. Esse grupo, bastante conservador, ganhou muita força durante a campanha do agora presidente eleito Donald Trump, que teve como lema de campanha 'Make America great again’ (“Faça a América grande de novo”). Com isso, tensões raciais e políticas voltaram a ganhar grande destaque na mídia norte-americana.

“O momento é bastante propício para esse tipo de manifestação com viés conservador e saudosista. No caso dos Estados Unidos, algo que favoreceu muito isso foi a eleição do Donald Trump, que tinha esse discurso contra o politicamente correto. Se por um lado é louvável a ideia das pessoas poderem falar o que elas pensam, há um ponto muito perigoso, pois abre a possibilidade para discursos agressivo”, explica o professor de Relações Internacionais da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Tanguy Baghdadi.


*Texto produzido por Victor Nigri, do Laboratório de Comunicação Corporativa