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Decretos polêmicos marcam início do governo Trump

01 de fevereiro de 2017

Entenda como as decisões tomadas mudam o cenário mundial

Nos primeiros dias de governo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma série de decretos polêmicos que geraram questionamentos ao redor do mundo. Entre as medidas, estão a construção do muro na divisa com o México e a restrição do acesso de cidadãos de sete países de origem islâmica aos EUA. Na questão comercial, um futuro acordo entre americanos e britânicos foi pauta da conversa entre o presidente e primeira-ministra, Theresa May, durante a visita da premiê à Casa Branca na semana passada. E na ambiental uma série de medidas que complicam a imagem do país, dois anos depois do Acordo de Paris (acordo para combater as mudanças climáticas).

O professor de Relações Internacionais da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Tanguy Baghdadi, explica as mudanças provocadas por Trump, como por exemplo a saída do país do Tratado Transpacífico. “Essas ações representam uma transformação no mercado mundial. A partir de agora os Estados Unidos irão buscar acordos bilaterais, pois assim não passariam mais a imagem de principal beneficiador”, destaca. Outro ponto de discussão sobre o cenário comercial é a vontade do presidente de renegociar o NAFTA.

O acordo entre os três países da América do Norte pode sofrer alterações e até mesmo deixar de existir. “Não é impossível que aconteça uma saída dos EUA do NAFTA, mas o presidente irá enfrentar uma dura resistência no Congresso já que o partido republicano é a favor do acordo”, esclarece Tanguy. Porém, mesmo que a decisão não seja aprovada pelos políticos, Donald Trump pode inviabilizar a execução da parceria com a assinatura de novos decretos.

A construção do muro na fronteira com o México é outro fator que pode dificultar as possíveis renegociações entre as nações. “A ideia é cobrar 20% das taxas de importação mexicana para pagar a obra. Essa decisão pode acarretar no fim do NAFTA”, ressalta. Baghdadi explica que a América Latina não é prioridade para o governo Trump, assim como não era para as gestões Bush e Obama. Enquanto a relação entre os países anda estremecida devido ao muro, uma possível ampliação na cooperação econômica e militar com o Reino Unido surgiu após a visita da premiê britânica à Casa Branca.

No encontro, Theresa May e Trump debateram sobre o Brexit e como a saída do Reino Unido da União Europeia deve estreitar os laços comerciais com o país americano. Segundo o professor, a situação de Theresa não é das melhores. “Ela foi contra a saída do Reino Unido do bloco econômico europeu. Ela só está apoiando agora por que é uma obrigação do cargo que ocupa”, explica. O convite feito à Trump de visitar o Reino Unido não agradou a população, muito menos os parlamentares e agravou a imagem da primeira-ministra.

Uma petição para que a ida do presidente americano ao Reino Unido seja cancelada já reuniu cerca de 1,6 milhão de assinaturas. Um dos motivos para o alto número de pessoas tentando impedir a visita de Trump foi a decisão do presidente de vetar a entrada de pessoas de sete países de maioria muçulmana. “Essas decisões do Trump complicam a situação dos EUA ao redor do mundo. Em breve haverá eleições na França e na Alemanha e dependendo do resultado, teremos ações semelhantes ao do Reino Unido”, informa Baghdadi.

Outra área que complica a situação de Donald Trump com outros países é a ambiental. Nas primeiras 24 horas do mandato ele tirou do ar as notícias de mudanças climáticas que ficavam no site do governo. Dias depois ressuscitou projetos de construção de dois polêmicos oleodutos que Barack Obama vetou por considerar prejudiciais ao meio ambiente. Além disso, determinou que a Agência de Proteção Ambiental retire do site oficial as informações sobre o aquecimento global. “Os próximos meses serão de tensão e angústia. Não vejo o presidente Trump fazendo muitas viagens internacionais devido as decisões polêmicas que tomou. As chances de um possível impeachment são grandes”, finaliza Tanguy.


Gabriel Brum
Estagiário - Comunicação Institucional