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Casos de febre amarela aumentam no Brasil

30 de janeiro de 2017

Entenda como age a doença que está preocupando os brasileiros

O surto de febre amarela já causou a morte de 42 pessoas no Brasil neste ano, segundo dados do Ministério da Saúde. A doença que está erradicada nos centros urbanos desde 1942 voltou a assustar a população com os recentes casos de óbito. A procura nos postos de saúde é grande, apesar do aviso que nem todos precisam tomar a vacina contra a doença. Os altos índices de infectados no oeste de Minas Gerais, estado mais afetado pelo vírus, pode estar relacionado com o desastre em Mariana, ocorrido em novembro de 2015.

O professor de Enfermagem da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Paulo Machado, explica que 70% das pessoas infectadas não apresentam sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. “Após um período de febre a pessoa apresenta uma melhora repentina. Dois dias depois a febre volta subitamente, dessa vez mais forte, iniciando assim a fase grave”, ressalta. Segundo o docente, cerca de 15% dos infectados evoluem para o caso mais sério e desse percentual, 50% não consegue resistir à doença.

Machado alerta que os sintomas podem ser confundidos com o de outras viroses, como gripe e dengue. “Na segunda fase ocorrem dores abdominais, hemorragias e insuficiência hepática, entre outros. A pele amarelada causada pelo mau funcionamento do fígado é o que dá nome a doença”, explica. Segundo o professor, há dois ciclos distintos da doença: a silvestre e a urbana. A primeira é encontrada nas zonas rurais do país enquanto a segunda é transmitida nas cidades.

A principal diferença entre elas é o vetor. Na silvestre, a transmissão acontece pela picada do mosquito Haemagogus, que é infectado ao picar macacos doentes. Na urbana, a doença é transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue. As regiões Norte e Centro-Oeste do país são as mais propensas à doença, mas os casos mais graves estão no oeste de Minas Gerais. “A divisa entre Minas, Bahia e Espírito Santo requer atenção, pois o surto da febre amarela está nessa região. Outros locais, como o interior de São Paulo, devem ficar atentos aos possíveis casos”, destaca o professor.

A procura pela vacina nos postos de saúde está alta, mas o professor explica que nos locais onde não há casos da doença não é necessário o uso da vacina. Apenas quem vai viajar a trabalho ou turismo para áreas de risco ou locais de casos da doença é que deve tomar a vacina. Para o docente, cidades do noroeste do estado do Rio de Janeiro precisam ficar atentas, pois fazem divisa com as regiões mineiras e capixabas. Sobre como prevenir a doença, o acadêmico é categórico: acabar com o mosquito. “Além de precaução ao entrar na mata, utilizando roupas claras e de preferência com mangas longas. Usar o repelente também é fundamental”, afirma Machado.


Gabriel Brum
Estagiário - Comunicação Institucional