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Carta de pesca contribui para o monitoramento de peixes

11 de maio de 2017

Ferramenta, desenvolvida pelo Grupo de Pesquisas da Pesca da Universidade Veiga de Almeida, identifica os tipos e a localização dos cardumes

Saber a localização dos cardumes e os tipos de peixes existentes vai além da experiência em alto mar ou de um golpe de sorte. A carta de pesca, uma ferramenta metodológica, pode fazer a diferença quando se trata de cruzeiros de pesca comercial, esportiva ou de pesquisa, pois informa onde a probabilidade é maior de serem encontrados os peixes que interessam. No litoral fluminense, mais precisamente na Região dos Lagos, o Grupo de Pesquisas da Pesca da Universidade Veiga de Almeida (UVA) tem atualizado regularmente a ferramenta, possibilitando identificar as áreas de concentração e deslocamento dos recursos.

Os benefícios da carta de pesca podem ser comprovados pelos resultados iniciais do Programa de Marcação de Atuns no Oceano Atlântico Tropical, financiado pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT), que visa marcar na costa brasileira 13 mil exemplares de atuns. Na costa fluminense, nos dois primeiros cruzeiros realizados, foram marcados mais de 900 peixes, sendo que na segunda expedição houve uma recaptura da viagem anterior (yellowfin). “Vamos atingir a cota de marcar dois mil peixes antes do prazo final”, comemora o coordenador de Engenharia Ambiental da UVA, Eduardo Pimenta, explicando que podem ser feitos até seis cruzeiros de pesca para marcar os exemplares, totalizando 60 dias em alto mar.

O pesquisador aponta quatro benefícios diretos da carta de pesca: aumenta o custo-benefício dos esforços, pois a embarcação parte com destino certo, o que gera economia de combustível, gelo e tempo de embarque; promove a sustentabilidade dos estoques pesqueiros, informando onde estão as áreas de concentração, bem como de recrutamento e desova, que podem ser protegidas; aumenta a segurança das embarcações e profissionais, pois a rota pode ser monitorada, possibilitando que o socorro chegue em tempo hábil em caso de acidentes; e, ainda, auxilia os gestores públicos no gerenciamento costeiro.

“A pesca na Região dos Lagos tem importância histórica e responde por uma cota significativa da economia local”, enfatiza professor Pimenta, acrescentando a existência de seis grandes indústrias pesqueiras, sendo três voltadas à exportação. Cabo Frio é o segundo polo pesqueiro do Rio de Janeiro, ficando atrás apenas de Angra dos Reis. O estado do Rio é o terceiro maior fornecedor nacional de peixes oceânicos, depois de Santa Catarina e Pará. “A carta de pesca possibilita, ainda, definir políticas públicas que delimitam a capacidade máxima de retirada, visando a renovação e manutenção dos estoques”, ressalta Eduardo Pimenta.

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