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Por admin | 30/03/2026

Pesquisa resgata legado de Amena Mayall e memória cultural de Cabo Frio

Trabalho do Grupo de Estudos em Cultura Popular da UVA reconstrói a trajetória da ativista que marcou a história cultural e ambiental da região

Um grupo de estudantes do curso de Jornalismo do campus Cabo Frio da Universidade Veiga de Almeida (UVA) trouxe de volta ao debate público uma personagem importante – e pouco documentada – da história cultural da Região dos Lagos.

 

A pesquisa “Amena Mayall: a revolução silenciosa da agente de folkcomunicação de muitas faces na cidade de Cabo Frio”, desenvolvida pelo Grupo de Estudos em Cultura Popular (GECPOP), reconstruiu a trajetória da personalidade que marcou a cidade de Cabo Frio nas décadas de 1970 e 1980.

 

Filósofa, escritora, ambientalista, ativista e articuladora cultural, Amena Mayall chegou a Cabo Frio em 1975, em plena ditadura militar, após sofrer perseguição política no Rio de Janeiro. Indiciada pelo regime, condenada à revelia e presa, ela encontrou na cidade um novo espaço de atuação. Desta vez, por meio da cultura popular e da defesa ambiental.

 

“O objetivo não foi apenas organizar a biografia de Amena Mayall, até hoje dispersa em arquivos e memórias orais, mas democratizar o acesso ao acervo reunido, fortalecendo a memória coletiva e abrindo caminho para novas investigações acadêmicas e jornalísticas”, explica Daniel Paes, coordenador do curso de Jornalismo da UVA em Cabo Frio e orientador do trabalho.

 

A pesquisa da UVA baseou-se em entrevistas com personalidades que conheceram ou conviveram com Amena, como a maestrina Susana Cazaux, a pesquisadora Meri Damaceno e o jornalista Moacir Cabral, além de levantamentos bibliográficos.

 

O grupo detalhou o papel pioneiro de Amena na valorização de artistas populares da Região dos Lagos, revelando nomes até então pouco conhecidos como o poeta e músico Antônio de Gastão, o escultor Chico Tabibuia, o artista plástico Clarêncio Rodrigues e o ferreiro e serralheiro Chiquinho da Sucata.

 

Amena foi ainda uma das principais articuladoras da criação do Centro Manoel Camargo, atualmente denominado Centro Cultural Manoel Camargo, em Arraial do Cabo. No campo ambiental, liderou a campanha “SOS Dunas” e participou da fundação da Associação de Meio Ambiente da Região da Lagoa de Araruama (AMARLA), iniciativas que foram fundamentais para o tombamento das dunas de Cabo Frio como patrimônio ambiental. Em 1982, ampliou sua atuação para a política institucional ao se tornar a primeira mulher candidata à Prefeitura do município.

 

O estudo também revisitou o episódio de sua morte, em 1986, nas pedras Praia Brava, aos 45 anos, um acontecimento que permanece cercado de questionamentos.

 

“Além de recuperar a história da personagem, a pesquisa lança luz sobre uma Cabo Frio pouco conhecida, marcada por resistência cultural, ativismo ambiental e articulação política em plena ditadura, e reforça o papel do jornalismo como instrumento de preservação da memória e da identidade regional”, finaliza Paes.

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