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Por Thais Monteiro Magalhaes | 03/07/2025

Ludopatia: Conheça a doença conhecida como transtorno do jogo

Especialista da UVA explica quais são os sintomas, como identificar e tratar

A ludopatia, também conhecida como transtorno do jogo, é um distúrbio comportamental caracterizado pela compulsão incontrolável por jogos de aposta, como cassinos, bingos, jogos online ou apostas esportivas. A condição é reconhecida como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e classificada como um transtorno de impulso, semelhante à dependência química.

 

Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo aponta que o Brasil possui uma média de dois milhões de pessoas viciadas em jogos. Para entender melhor essa condição, o professor de Psicologia da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Daniel Lopes, explica que “quando o jogo deixa de ser só diversão e começa a ocupar a mente da pessoa o tempo todo, é um sinal de alerta”.

 

A ludopatia vai além do simples hábito de jogar por diversão. A pessoa afetada perde o controle sobre a frequência e o valor das apostas, mesmo diante de perdas financeiras. O jogo torna-se uma necessidade, interferindo negativamente em todas as áreas da vida. Com o tempo, o valor apostado já não gera mais o mesmo efeito, entrando a necessidade de arriscar cada vez mais para sentir a mesma adrenalina. Ao tentar parar, é comum sentir irritação, nervosismo, até sintomas parecidos com abstinência.

 

Para manter o vício em segredo, mentiras começam a fazer parte da rotina. E os prejuízos aparecem: relações se desgastam, o desempenho no trabalho cai e o isolamento cresce. “No lado financeiro, as consequências são dívidas fora do controle, empréstimos escondidos da família, uso de dinheiro de terceiros etc. Já na vida familiar, o impacto também é grande, como discussões constantes, perda de confiança, separações, negligência com os filhos, entre outros”, ressalta Lopes.

 

Segundo o docente, os principais sintomas são preocupação constante com jogos de aposta, irritabilidade ou ansiedade ao tentar parar de jogar, mentiras frequentes para encobrir o comportamento e necessidade de recuperar o dinheiro perdido (“perseguir prejuízos”).

 

Apesar de muitas pessoas com o vício acharem que podem parar sozinhas, geralmente elas não conseguem. Assim como em outros vícios, é preciso pedir ajuda, contar com apoio terapêutico, da família e de amigos. “A terapia funciona muito bem e medicamentos podem ser indicados em casos com comorbidades, como depressão e ansiedade. E é importante conversar com calma com a pessoa, sem julgar e oferecer todo apoio”, destaca o professor.

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